30 anos depois – poeminha pra mim

abre a porta, só um pouquinho

um leve sorriso,

escondendo a timidez com a porta entreaberta 

legítimas

curiosidade e despreocupação

não me convida para entrar

mas a energia ao seu redor é o impulso

“tá tudo bem

não precisa entrar tanto

daí você já consegue ver

o que a porta fechada escondia

vai ficar tudo bem”

não importa se a estrada é de terra

se a rua é de pedra

ou se dá pra seguir tocando as nuvens no céu

o que fica para trás é sempre a mesma coisa

talvez apenas não se possa ver de tão alto

mas tá tudo bem

deixa a porta destrancada

pra poder ir e voltar

pra pegar o que precisa

sem precisar de convite para entrar

seguindo a mesma energia

do mesmo impulso

da curiosidade que não cessa

da leveza despreocupada

que a vida encarece

9,3%

Esse número acaba de me decepcionar.

Revista Exame, São Paulo — O Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o País tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno. O tabu em relação ao uso de medicamentos, entretanto, ainda permanece.

https://exame.com/ciencia/brasil-e-o-pais-mais-ansioso-do-mundo-segundo-a-oms/

Quando comecei a pensar sobre isso, na minha cabeça ele era 3x mais alto e eu ia dizer que na minha vida ele é ainda maior. Claro que eu vim pesquisar antes de escrever qualquer merda podem rir, já sabem que vai ter merda mesmo assim e descobri que subnotificação é uma coisa em moda no Brasil há muito tempo.

Digo isso porque minha rápida pesquisa no grande oráculo Google me informa que, muito muito muito muito abaixo do que eu esperava, apenas 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade. E ele me parece assustadoramente baixo por que 95% das pessoas que eu conheço são ansiosas (segundo o instituto Liginha blablabla de pesquisa).

Mas ele faz bastante sentido quando me lembro que 90% dessas 95% pessoas que eu conheço que demonstram algum nível de ansiedade chama ansiedade de várias outras coisas.

Tem gente que adota o grande clássico das entrevistas de emprego dos anos 2000: “sou perfeccionista” rárárá gente, para né? Perfeccionista é exatamente a tradução do jargão corporativo para ansioso controlador. Fora que saiu de moda há já tem uns 10 anos.

Tem ansioso controlador que prefere uma saída mais na linha do softsilks, mais moderno e arrojado, se definindo como organizado e planejador, porque a gente precisa estar preparado, né?

Alguma coisa pode acontecer, alguma coisa vai acontecer, alguma tem que acontecer. E vai. Ou não.

A vida, na real, não tem uma lógica, saca?

Mas aqui a ansiedade é que pelo menos estamos preparados.

Bem, em abril de 2020, é bom estar preparado mesmo. Inclusive para o apocalipse zumbi, que tá batendo na nossa porta. E aí, minha gente…é que quem tem ansiedade perde o sono mesmo.

“é tarde, é tarde, é tarde, é tarde, é tarde”, diz o coelho branco, sempre atrasado para o que nunca sabemos.

Claro que eu não sou ansiosa, como 90,7% dos brasileiros, ou claro que sou sim, inadvertidamente ansiosa, assim como 95% das pessoas que eu conheço e que fingem que não.

(a não ser para aquelas características que poderiam pegar bem em uma entrevista de emprego, mas eu dizer isso?  Bem, eu não faço entrevistas de emprego porque eu não quero um emprego rs. E depois, alguém consegue me imaginar dizendo: “sou perfeccionista”? Definitivamente não.

Aliás, eu sou exatamente o tipo de pessoa que ri de quem é perfeccionista e eu não vou citar nomes porque ainda não superei esse dilema ético de mencionar pessoas assim publicamente sem autorização. Mas você sabe que eu to falando de você, né? To rindo mas é com respeito, juro.)

Enfim, voltando aqui pra coisa da ansiedade, eu tive vários altos e baixos no começo da quarentena. Não que eles tenham passado totalmente, mas diminuíram muito quando eu passei a estar apenas no agora. Vivendo um dia de cada vez, no melhor estilo diário de um detendo (salve Racionais MC´s).

Falando sério, eu já vinha bem ansiosa desde o impeachment (da Dilma, calma, torcedores) por conta da minha posição política e de tudo o que estava sendo desenhado ali.

É bem agoniante acompanhar política, mas infelizmente eu sou viciada nisso. E agora, em 2020, com tudo o que está acontecendo enquanto eu me torno uma pequena analista social, é incrível como cada vez mais é possível compreender nosso papel histórico nesse tipo de acontecimento.

E, verdade seja dita, em que pese minha ligeira aversão por academicismos, é impressionante o quão mais fácil a vida se torna quando você conhece Sartre e Norbert Elias (e sim, eu consegui citar os dois na mesma frase embora numa referência que talvez só faça sentido na minha cabeça, se é que me entendem hahahaha).

Estou falando desses dois e esse monte de groselhas querendo dizer, na verdade, é que a ansiedade é montada sobre camadas de gatilhos infinitos, que criamos dentro da nossa cabeça e nos quais tropeçamos o tempo inteiro.

E desarmar esses gatilhos é entender de onde eles vêm. Terapia ajuda, às vezes remédio também. Não subestimar distúrbios psicológicos, o autoconhecimento e a busca por ajuda profissional ajudam muito.

Se voltar para dentro de si é um tabu, ficar em silencio é um tabu. Não ter nada para dizer, não querer responder whatsapp, demorar para ler os e-mails, não ser superprodutivo com tanto “tempo livre” é proibido.

Impressionante como o culto ao trabalho, com os status produtivos e assertivos, seguem como a pedra angular da vida da maioria das pessoas. Impressionante como ser trabalhador é uma puta elogio, colocado em um pedestal intocável e inquestionável do dever ser, enquanto aguardamos tudo “voltar ao normal”.

trabalhador brasileiro trabalha igual burro e não ganha dinheiroooooooooooooooooooooooooooooo Seu Jorge entendeu porém não.

Enquanto deixamos todas as reflexões para alguém fazer por nós.

Enquanto deixamos outros decidirem por nós.

Enquanto deixamos a vida escapar por entre os dedos (lavados com água e sabão, cheinhos de alquigel).

Talvez essa vida não se perca por um vírus em uma pandemia. Talvez essa vida já estivesse sendo perdida enquanto faço mais uma lista, enquanto contabilizo e anoto cada detalhe para que tudo seja perfeito.

Talvez tudo volte ao normal. Talvez não.

Mas muitos de nós estamos obrigados a fazer uma pequena pausa do infinito assertivo de nossas vidas organizadas e produtivas. E talvez pensar em porque chegamos onde chegamos possa mostrar que somos mais do que os cargos que ocupamos, melhores do que aquilo que postamos e podemos fazer muito mais enquanto seres humanos do que enquanto trabalhadores.

E quando e se pudermos nos conectar com a nossa própria humanidade nessa pausa, quem sabe 9,3% dos ansiosos brasileiros possam respirar e viver exatamente o momento que está posto, deixando o amanhã para amanhã.

p.s.1 Sim, esse é texto de alguém privilegiado, que pode ficar em casa, ler Sartre e que pode fazer uma pausa. Mas esse alguém acredita que a pausa de quem pode pausar pode servir para alterar a lógica das coisas e criar, num futuro próximo, menos privilégios e mais igualdades.

Claro, pode foder com tudo também. E é mais provável que isso aconteça. Mas quem pode ser julgado por sonhar com mundo melhor e menos desigual, não é mesmo?

p.s.2: ando toda cheia de números; eles são a beleza pura e simples do que se pretende sólido, eterno e incontestável…até inventarem a estatística.

Contratos em tempos de pandemia e crise econômica

(e sim, eu avisei que esse blog é uma salada de coisas)

Em tempos de crise social e econômica, como olhar para questões contratuais que impactam nosso dia-a-dia, que foi completamente alterado pelas recomendações severas de distanciamento social?

Como lidar com a redução na renda que não comporta mais os acordos firmados numa rotina que está suspensa?

Mensalidades escolares, alugueres, transporte escolar, academia, financiamentos, parcelas e mais parcelas de diversos contratos fazem parte do cotidiano da maioria das famílias, por isso há muito conteúdo disponível sobre os direitos dos contratantes quanto à cancelamento e/ou rescisão desses contratos.

Porém, devemos nos lembrar que estamos em meio a uma situação excepcional e todos os lados podem ter razão. Por isso, se colocar no lugar do outro e buscar o diálogo para reequilibrar o contrato firmado é cumprir com o dever de solidariedade não apenas contratual, mas constitucional a que todos estamos sujeitos no Estado Democrático de Direito em que vivemos.

Os tempos que se vizinham serão, certamente, difíceis para todos e precisamos reaprender a nos relacionar com o outro, deixando o paradigma adversarial e de busca de vantagens de lado e buscando o equilíbrio e o bem viver para todos.

Nesse sentido, é importante que nos voltemos aos princípios que regem as relações de consumo, nos lembrando que o Código de Defesa do Consumidor é uma norma de ordem publica e de interesse social.

Isso significa que todas as relações de consumo, embora tenham em seu conteúdo a primazia do direito privado, têm forte interesse público, não podendo a autonomia da vontade se sobrepor às peculiaridades e o natural desequilíbrio que pautam, via de regra, essas relações.

Por outro lado, os objetivos consagrados na política nacional de proteção ao consumidor, para além da proteção e respeito à direitos básicos dos consumidores, orientam que a transparência e harmonia das relações de consumo também deve ser observada pelas partes e pelo poder público.

Tal aspecto também é ressaltado pelo principio consumerista da harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo. Com isso, tem-se que os direitos do consumidor devem ser observados e alinhados com outros aspectos do ordenamento jurídico, como a função social da livre iniciativa e a dignidade da pessoa humana enquanto fundamentos de nossa Republica no objetivo de construir uma sociedade livre, justa e solidária.

Em um sentido mais prático, significa dizer que, em um momento social e econômico tão delicado, devemos nos lembrar que somos parte de um todo, cada um fazendo sua parte dentro do delicado equilíbrio do tecido social.

Contratos em geral (consumo ou aluguel)

Tendo essas premissas em mente, alguns exemplos acerca das possibilidades de negociação de contratos em geral são:

  • Adiamento de mensalidades em 60/90 dias;
  • Parcelamento de mensalidades adiadas diluídas nas parcelas futuras;
  • Reparcelamento da anuidade;
  • Crédito futuro;

Lembrando que no caso das escolas por exemplo, podem alterar a forma como o serviço vai ser prestado, sendo obrigadas a observara as recomendações das autoridades governamentais e a lei de diretrizes e bases. Isso significa que elas podem estabelecer novas datas para as aulas e disponibilizar aulas online.  E com o serviço sendo prestado, nenhum desconto seria devido, lembrando sempre que todas as relações estão sempre sujeitas à análise individual, e todas as peculiaridades de cada parte sendo considerada no todo, não se devendo dispensar o auxílio profissional de confiança.

Ainda usando como exemplo a prestação de serviço educacionais, devemos pensar que, dentro dessas relações pode haver determinadas obrigações que são de cuidado direto, que demandam atenção presencial, como na educação infantil, nas creches ou nos períodos chamados “integrais”.

Nestes casos, é preciso ponderar que a escola não está funcionando, mas certos custos para que ela volte a funcionar do mesmo modo são mantidos, como salários e aluguel. Pode ser o caso de se negociar então um eventual o abatimento de valores referentes à alimentação, atividades extracurriculares, ao período integral ou um crédito futuro referente à esses valores.

Em relação aos contratos de aluguel, todas as partes estão cientes do agravamento da situação que estamos passando, com muitas famílias perdendo parte da renda ou reduções drásticas de salários no orçamento familiar.

É importante lembrarmos que muitos locadores também tem nos rendimentos dos contratos de aluguel a fonte de renda de sua família e por isso todos devem ter em mente esse delicado equilíbrio.

Um bom caminho para esse tipo de conflito sempre é o diálogo. Entrando em contato com o proprietário do imóvel ou com o administrador expondo de forma transparente e sincera a alteração da situação econômica abre espaço para uma negociação de redução do valor mensal de forma que todos dividam o peso, de forma justa e solidária, do momento que vivemos.

Em qualquer uma das opções acima, é importantíssimo que o acordo seja formalizado e todas as novas condições feitas por escrito, inclusive por e-mail ou WhatsApp devido as circunstancias especificas de distanciamento social atuais.

Financiamentos bancários

No caso dos financiamentos bancários, já existe uma solução mais formal proposta por Resolução do Banco Central, por meio do Conselho Monetário Nacional que flexibilizou algumas regras às instituições financeiras, facultando aos bancos o congelamento de financiamentos por até 60 dias.

Assim, os clientes bancários que possuírem financiamento ativo e estiverem adimplentes, poderão, por meio de canais eletrônicos disponibilizados pelas instituições, requerer o congelamento de até duas parcelas com a mesma taxa de juros do contrato sem pagamento de qualquer multa, ficando o valor correspondente à esses dois meses diluídos no saldo devedor total.

Ferramenta da Caixa Econômica

Até o momento, as orientações passadas pelas instituições que aderiram à possibilidade de parcelamento são as seguintes:

  • Caixa: o pedido é efetivado em 48 retroativas a data do pedido, podendo o requerimento ser feito via aplicativo Habitação Caixa, pelo WhatsApp, ou pelos tele serviços do banco;
  • Itaú:  clientes interessados em aderir devem entrar em contato com as centrais de atendimento;
  • Santander: o banco disponibilizou um hotsite para orientações e adesão. Também ampliou os limites do cartão de crédito de forma automática em 10% para os clientes adimplentes;
  • Bradesco: o requerimento pode ser feito através de formulário disponível no internet banking e enviado eletronicamente para o e-mail da agencia do cliente.;  

Contratos de trabalho

Certamente são os contratos mais polêmicos e delicados a serem analisados em meio à crise. Existem diversas medidas emergenciais sendo tomadas e anunciadas diariamente pelas autoridades, razão pela qual se deve agir com o máximo de cautela principalmente nesses primeiros momentos tão críticos do isolamento social recomendado.

Desenvolvi em parceria com duas colegas advogadas Mariangela Albuquerque e Nubia Martins um cartilha que explica em detalhes todas as alterações.

(clique aqui para baixar a Cartilha de Práticas Trabalhistas)

Observando as regras ordinárias em vigor, conjuntamente com as normas e princípios constitucionais, é seguro afirmar que para os trabalhadores que prestam serviços por meio de CNPJ (os chamados “pj´s” e MEI) uma opção para minimizar os impactos do distanciamento social pode ser pausar a prestação de serviços agora e trabalhar com compensação depois, mantendo-se a remuneração contratada.

Nos contratos formais, regidos pela CLT, opções podem ser pensadas no sentido de concessão de férias coletivas, compensação de jornada ou, nos casos possíveis, a colocação dos trabalhadores em regime de teletrabalho, o famoso home office.

Importante ainda destacar que o Tribunal Superior do Trabalho está atento ao volume de demandas judiciais que certamente surgirão nos próximos meses e prepara uma recomendação para disponibilização em massa de sistemas de mediação e conciliação entre empresas, sindicados e trabalhadores durante a pandemia para solução dos conflitos.

É, certamente, um momento que demanda paciência e tranquilidade social, em especial nos contratos, vez que todos serão severamente impactados. O que devemos ter sempre em mente é que “somos todos ondas do mesmo mar[1]” e que a ação de cada um tem reflexos na vida de outras pessoas.

Como você tem resolvido seus problemas por aí? Me conta por aqui nos comentários.

Fiquem seguros, fiquem em casa.


[1] Provérbio popular atribuído aos chineses.

233.715 Biancas

Quando digo que nada vem do nada, é porque acabei de pensar que socializar, viver, conviver traz uma materialização do que a gente tá pensando para a realidade — louco isso, né?

carinha de quem vai dar uma viajada daquelas

Porém não inédito. Quando eu não estiver obcecada em escrever sobre outras coisas, poderei pesquisar quem pensou isso. Possivelmente Freud ou algum desses carinhas psi legais. Eu gosto, mas esqueço. (Desculpem)

Enfim, eu queria começar dizendo que eu queria escrever um texto sobre o que é ser mãe, na real, dias e dias e dias depois de me encontrar om a Bianca (me pego sempre pensando se é certo mencionar as conversas que tive com as pessoas. Vou só dizer Bianca, porque afinal, quantas Biancas tem no mundo?

Legal, acabei de descobrir que o IBGE tem um aplicativo de nomes.

233.715 Biancas no Brasil.

SP tem 1 Bianca a cada 182,53 pessoas.

Bem, encontrei Bianca, dentre as 24.337 Biancas do estado do Rio de Janeiro (facilitei para você?) e nos encontramos num argumento: eu não gosto de ser mãe.

uau, parei para pesquisar meu nome nesse treco e imaginem que só tem 49.020 Ligias no Brasil. Ai, gente…juro que já volto.

Mila, tem 4701 pessoas com o seu nome!

Thais, sei que você é ciumenta, mas temos outras 169.620 Thais — com agá — no Brasil. Xô ver sem agá… mais 202.516 pessoas. Ainda bem que os outros dois irmãos não tem instagram ou paciência de ler as merdas que eu escrevo.

Chega, agora é sério. Tô com sono…não vai sair o tal texto sobre a função mãe. Desculpem de novo. Uma hora acaba saindo.

Dica — e nota mental — as ideias do banho só são geniais no banho, principalmente se você toma banho antes de deitar.

É isso. Boa noite, mores.

Várias coisas

Entrei no banho com dois textos na cabeça.

Entenda, quando digo textos quero dizer duas ideias, dois caminhos. Às vezes só tem um, às vezes vários.

Talvez nem sejam textos, só vontade de esvaziar a cabeça de forma ordenada e linguisticamente aceitável. Tá parecendo o que para você?

Saio do banho correndo, passo um creme na cara (afinal já to mais no “enta” do que nos trinta) beijo o lindoh, que diz: tá inspirada?

Respondo: banho dá umas ideias. Vamos ver se é isso mesmo hahahaha

Parece que não, agora que eu sentei.

Pelo menos, não tô deixando o cursor piscando. Escrevi 103 palavras em 3 minutos. Bom número. Me digam onde posso anotar para concorrer a algum prêmio.

Fato é: talvez eu precisa escrever sobre o que eu tava pensando e não sobre um monte de merda sobre escrever.

Parece uma boa.

eu escrevo porque não sei o que penso até ler o que digo.❞ Flannery O’Connor